quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Fanaa... que filme lindo!!!!

Vi um filme chamado Fanaa... um filme indiano, com uma belíssima fotografia, lindos vestidos e um pouco de cantoria....

Acredito que tenha sido um dos filmes mais bonitos que eu já vi e senti, uma vez que tive quase todos os tipos de emoções possíveis..... Ri, chorei, fiquei brava, chorei mais um pouco..... e o final, apesar de ser coerente, fiquei revoltada!



O filme é sobre uma jovem cega de nascença (Zooni) que se apaixona pelo guia turístico (Rehan). Apesar de bastante mulherengo, o que faz com que os amigos de Zooni a alertem do perigo que corre, ela encara o relacionamento. Entretanto, o que ela não esperava era que Rehan tivesse um lado desconhecido, ligado ao terrorismo, que coloca em risco a sua vida e de sua família.

O mais bonito do filme é o amor que um sente pelo outro, é uma coisa tão forte, tão bonita, que não precisa ter beijo e muito menos cenas de sexo.... dá para sentir o puro e verdadeiro amor!

Sempre achei a Índia um lugar muito interessante e místico. Tenho muita vontade de conhecer este Páis, que apesar de toda sua miséria, pobreza e violência, para mim, é um dos lugares mais bonitos do mundo.




Li a frase abaixo no Blog YOGA AGORA e resolvi compartilhar com vocês.... É escrita de um pai para o filho que ia para lá pela primeira vez:
 “A Índia é uma mãe, os próprios indianos a chamam de Mãe Bharata, não chegue querendo tirar nada de lá como nós ocidentais sempre fizemos nesses últimos séculos. Ao contrário, leve alguma coisa para ela, coloque-se a seu serviço e ela se revelará a você. A Índia mais do que um lugar físico, é um estado de consciência. e uma vez acessando esse estado, a Índia verdadeira nunca te abandonará.”

Namastê

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Cinquenta Tons de Cinza

Como prometi assim que eu terminasse de ler o livro escreveria a minha opinião!

Confesso que fiquei bem surpresa, mas uma surpresa não muito positiva.

Os dois/três primeiros capítulos foram os melhores, a autora conseguiu prender a minha atenção de tal forma que eu até cheguei a compará-la com Sidney Sheldon ( de quem sou grande fã ). Logicamente, o gênero do livro é completamente diferente, mas a maneira como E. L. James escreveu, fiquei ávida por mais.... 

Quando cheguei na parte em que descobri o grande segredo de Christian Grey fiquei chocada!  Não imaginava que fosse este tipo de segredo....

O livro mostra um outro mundo do prazer, no caso o sadomasoquismo. Escreve com detalhes sobre bondage, sadismo e masoquismo. Sem falar em como uma escrava sexual deve agir, falar e aceitar.



O tempo todo são os dois ( Christian e Anastasia ) numa neurose, que eu não sei qual dos dois é pior, quem é o mais inseguro.... e como ele consegue ser um homem de negócios tão importante, tão bilionário se ele não trabalha?! Só tem tempo para perseguir a sua "presa".

Tiveram, particularmente, duas cenas que eu fiquei até "enojada" com a descrição detalhada dos atos libidinosos do casal.

Sei que o livro é erótico, mas achei que faltou mais conteúdo, romance e do casal ter uma vida mais normal.... as regras do jogo são simplesmente ( para mim ) inaceitáveis e não entram em minha cabeça.

Conversei com o meu pai, que está lendo o livro, e ele concordou comigo.... As palavras dele foram: " Estou surpreso por ela ter escrito três livros seguidos, fazer o sucesso que está fazendo, ser o número UM em vendas há meses, mas é pura sacanagem o tempo todo."

Os números de vendas são impressionantes: já foram vendidos 65 milhões de cópias em todo o mundo, cerca de 2,4 milhões só no Brasil. Em março ela vendeu os direitos à Focus Features, da Universal Pictures, para adaptação da série para o cinema, por 5 milhões de dólares.

A série aqui no Brasil foi lançada pela Intrínseca, que pagou 1,2 milhão de reais pelo direito de publicá-la e já lucrou 20 milhões com ela.


Pelo que pesquisei na internet as opiniões também estão bem divididas. Principalmente o público feminino é quem mais tem comprado a triologia... acho que para quem gosta de um sexo mais picante, de uma descrição bem detalhada e quer ter contato com o mundo Sado... vale a pena ler.

Mas para quem gosta de livros que tem conteúdo, que ensinem alguma coisa, que possua romance.... esquece! Não é livro para você.

Provavelmente eu vou acabar lendo a triologia completa, embora eu já saiba que vá ser tudo igual!

















sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Indicações de livros para as férias!

As férias chegando.... temos um pouco mais de tempo livre.... e o que fazer com este tempo?

Ao invés de ficarmos mais tempo na frente da TV ( o que confesso é uma delícia ), porque não pegarmos um bom livro e nos deliciarmos com suas boas histórias?!

A revista Claudia indicou alguns livros:

Romances:
- Barba Ensopada de Sangue
- O Tigre na Sombra
- De profundamente sua

Suspense:
- Remédios Mortais
- Estado de Graça
- 1Q84, Volume 1

Variados:
- Um lugar na Janela
- O Último Homem Americano
- Paris versus New York
- Sem Procrastinar
- Kafka para sobrecarregados
- Segunda sem carne
- Cozinha de Estar
- Morte Súbita
- O Pacifista
- A Vida Gritando nos Cantos
- Século do Conforto
- Os Indianos

A revista Veja desta semana indica estes livros:
Ficcção:
- Cinquenta Tons de Cinza
- Cinquenta Tons de Liberdade
- Conquenta Tons Mais Escuros
- A Guerra dos Tronos
- A Dança dos Dragões
- O Festim dos Corvos
- A Tormenta de Espadas
- A Fúria dos Reis
- A Travessia
- Toda Sua

Não Ficção
- Nada a Perdes
- Diálogos Impossíveis
- A Queda
- Carcereiros
- One Direction - Biografia
- Um Lugar na Janela
- Uma Breve História do Cristianismo
- Marighella - O Guerrilheiro que Incendiou o Mundo
- Corações Descontrolados
- Para Sempre

Autoajuda e Esoterismo
- Eu Não Consigo Emagrecer
- Feridas da Alma
- Viajante Chic!
- Agapinho - Ágape para Crianças
- Casamento Blindado
- Quem Pensa Enriquece
- Nietzsche para Estressados
- O Monge e o Executivo
- Desperte o Milionário que Há em Você
- É Sagrado Viver.

Eu terminei recentemente de ler o livro "Vencendo o Passado" de Zibia Gasparetto - ditado por Lucius.
Gostei muito deste romance e fala sobre a lei Ação - Reação. O que fizemos em vidas passadas, de alguma forma iremos pagar nesta vida. E o que fazemos nesta vida iremos, também, pagar nesta. Então é um ótimo livro que nos faz refletir sobre a maneira como agimos, o porque de determinadas coisas acontecem com a gente e o que podemos fazer para evoluírmos como pessoas e seres de luz que todos nós somos.

Comecei agora a ler o livro Cinquenta Tons de Cinza - em breve escreverei algo sobre ele.

BOA LEITURA PARA TODOS!!!!!

Entrevista com Flávio Gikovate

Li uma reportagem na revista Claudia deste mês com o psiquiatra Flávio Gikovate e a achei muito interessante. 

Flávio Gikovate é médico formado pela USP em 1966 e desde 1967 trabalha como psiquiatra e psicoterapeuta.

É autor de 25 livros sobre os aspectos principais dos conflitos íntimos das pessoas, especialmente os relacionados com a vida afetiva e sexual. Atualmente apresenta o programa "No Divã do Gikovate", na rádio CBN.

Algumas frases dita por ele:

"Ser honestos e sinceros não nos dá o direito de dizer tudo que pensamos."

"Os seres humanos mais felizes suportam bem a dor e costumam ter uma rotina mais criativa e alegre. Seu otimismo leva ao sucesso, pois consideram eventuais derrotas um aprendizado que os tornará ainda mais fortes."

"Amor implica depender, estar na mão da outra pessoa. Por isso, amar alguém que não nos transmite confiança é ser irresponsável para consigo mesmo."

"Cada nova ideia que nos penetra irá desorganizar nosso sistema de pensar e derrubá-lo como a um castelo de cartas. Reconstituí-lo é avançar!"

"Não iremos a parte alguma se não formos capazes de correr o risco de fracassar. Logo então percebemos que o sucesso dependerá em grande parte da nossa persistência diante de questões que nos parecem muito difíceis. Aqueles que forem mais determinados e não desistirem com tanta facilidade ante os obstáculos da vida terão maiores chances de ser os mais bem-sucedidos na atividade a que se dedicarem."

Recentemente ele escreveu um livro com o filósofo Renato Janine Ribeiro sobre a vida nos tempos de vaidade e alto consumo. O livro chamado Nossa Sorte, Nosso Norte também sairá em DVD.

A ENTREVISTA:
Claudia: - Por que as pessoas têm hoje tanta necessidade de ser vistas e de comprar coisas?
FG - Esse é um dos graves reflexos da revolução sexual. Achávamos que a liberação desarmaria os seres humanos, traria democracia, já que todo mundo transaria com todo mundo, Mas virou uma corrida para chamar a atenção do outro. Cresceu a busca pela aparência física, que é amiga íntima do consumismo. Os hippies só queriam amor, sexo, paz e aconchego. Nada parecido com autoerotismo e exibição no Facebook.

Claudia - E o Facebook atiça a inveja?
FG - E mexe com a frustração. Estar ali é como ser dono de uma revista de celebridade que publica as próprias notícias. Você vai à praia e põe lá. Compra e posta. Quem não foi e não tem baba. Olhar a vida alheia gera tensão. Não traz felicidade.

Claudia - Como está a família?
 FG - Há muito egoísmo. Gosta-se dela desde que se possa receber mais do que dar. As alianças são feitas entre o generoso e o egoísta. Mas quem só dá anda cansado desse papel. O desafio é equilibrar, alternar.

Claudia - Por que trabalhamos tanto?
FG - A vida está mais longa, precisamos de mais dinheiro para custeá-la. Além disso, profissão virou identidade. Você conhece alguém e já quer saber o que ele faz. Nem pergunta se ele ama, se tem filhos, um lazer... O que é ruim. O Renato diz que não haverá emprego para todos e que trabalharemos três dias por semana para sobrar vaga para os outros. E, na folga, cultuaremos o prazer.

Claudia - Mulheres se queixam de assumir tudo em casa. É irreversível?
FG - Elas não voltarão a lidar só com a casa e continuarão crescendo na carreira. O homem, cada vez mais folgado, mudará. Ele se acomoda pelas facilidades eróticas. Não precisa mais fazer força para ter sexo: chega e leva. O momento é de encrenca geral. Mas a minha futurologia é otimista. Estamos em transição: o homem crescerá, se envolverá com casa, filho... Será bom para todos.

Acho que vale a pena refletirmos sobre tudo isto.....




















quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Tarado no cinema! Todo cuidado é pouco!!!!!

Pessoal, este assunto é muito sério!

Hoje ( 05/12 ) acabei de passar por uma situação muito desagradável com a Gabi e isto serve como alerta para todos nós!

Fomos ao cinema do Shopping Eldorado assistir "A Origem dos Guardiões" - sessão das 16:50. Como tinha um grupo grande de meninos no fundo, resolvemos sentar na fileira "G". Eu sentei perto do corredor e a Gabi do meu lado.

Logo depois que sentamos, duas meninas sozinhas( que não deviam ter mais de 14 anos ) sentaram ao lado da Gabi. Até aí tudo bem.

Quando as luzes apagaram entrou um homem ( devia ter entre 30 a 40 anos ) e sentou na minha diagonal na fileira anterior. Ele colocou as duas mãos no encosto traseiro da cadeira e vi que ele usava aliança ( o que, pelo jeito, não quer dizer nada! ).

Achei que ele fosse roubar minha bolsa, que estava na cadeira exatamente atrás dele e a coloquei mais para trás e perto de mim.

Mas, com o passar do filme, percebi que ele não parava de olhar para trás. Fui acompanhando os movimentos e percebi que ele queria olhar para as nossas pernas. Como eu estava de vestido longo, cruzei a perna e joguei o vestido de forma que tampasse toda a visão dele para as pernas das meninas.

Para minha surpresa e indignação maior ele colocou o casaco em cima do corpo e começou a se tocar. E continuava olhando para trás o tempo todo.

Eu fiquei tão revoltada, que na hora só pensei em chamar os seguranças e o pegassem no flagra. Deixei a Gabi na sala e fui até a porta. Como a sala tinha uma única porta, eu sabia que de lá com a Gabi ele não iria passar. Por sorte, encontrei uma funcionária, a chamei e contei o que estava acontecendo. Na mesma hora ela foi chamar o supervisor.

Voltei para a sala e o cara de pau tinha colocado o casaco na cadeira do lado e estava mexendo no celular. Chegaram dois funcionários que o abordaram, o cara ficou assustado e começou a negar tudo e ainda disse que estava olhando para trás porque eu estava chutando a cadeira. Eu fiquei p da vida, comecei a discutir com ele e ele simplesmente virou pra mim e disse: "por que você não me avisou  que eu estava te incomodando? Não precisa disso tudo".

Os funcionários o "convidaram" para se retirar, mas ele continuou negando e a única coisa que ele fez foi sentar no fundo do cinema.

Um pouco antes de acabar o filme o cara foi embora, fingindo que estava falando no celular.

Já fora da sala a Gabi me perguntou o que eu estava conversando com aqueles homens e eu disse que o cara estava olhando muito pra trás e aquilo estava me incomodando. Não entrei, logicamente, em maiores detalhes e ela, pra minha sorte, não perguntou mais nada.

Acho que isto é um alerta para quem deixa o filho, principalmente a filha, ir ao cinema só com os amigos, sem nenhum adulto. Vale a pena dizer para a criança que é mais seguro sentar mais no fundo da sala, no meio de outras pessoas. Não sentar nas primeiras fileiras e ficar de olho se entrar um cara sozinho, principalmente em filme de crianças no meio da tarde. Não estou, de forma alguma, generalizando, mas é melhor previnir e ficar atento.

As três meninas estavam se divertindo com o filme, rindo, sem ter a menor noção do que poderia acontecer com elas. 

Fiquei imaginando o que ele não teria feito com as duas meninas caso eu não estivesse lá. Porque mesmo que ele não tocasse em nenhuma delas, ele estaria se aproveitando delas e da situação. Ainda mais com este calor, as três estavam de pernas de fora.

Não custa conversar e instruir os filhos e, nos dias de hoje, em que o mundo parece estar de ponta cabeça, acho que todo cuidado é pouco! 











sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Nós não temos controle de nada.....

Esta semana estava conversando com uma amiga e tive, mais uma vez, a certeza de que como nós não temos controle de nada!

Não temos controle das atitudes dos outros, não temos controle sobre o que pode nos acontecer no próximo segundo.... e também, muitas vezes, não temos controle nem de nós mesmos!

Vocês já repararam como todas as vezes que criamos expectativa sobre alguma coisa ou sobre alguém  nosso resultado é sempre o mesmo? a frustração!

Quando, por exemplo, temos uma festa e ficamos a semana inteira ansiosos.... acabamos criando uma expectativa tão grande ( que a festa vai ser assim, que vai acontecer aquilo, que vão me falar isto.... ) e geralmente nunca acontece o que esperávamos e voltamos para casa decepcionados.

Ou então queremos ganhar o presente "x" e nos dão o presente "Y".... ficamos tão frustrados que não conseguimos disfarçar nossas reações....

O ser humano, de forma geral, é muito imediatista. Quando queremos alguma coisa, queremos aquilo para o AGORA. Não dá para esperar até amanhã.... mas quando isto não acontece, porque novamente, não temos controle das coisas, ficamos chateados, magoados, frustrados e decepcionados.

Acho muito legal quem consegue segurar a própria ansiedade e deixar as coisas acontecerem naturalmente, no tempo certo!

Esta minha amiga contou uma reação que o namorado dela teve que eu jamais poderia imaginar.... se eu fiquei surpresa e chateada, imagina ela! Tudo porque ela contou um momento do passado dela, da história da vida dela e ele não conseguiu aceitar e terminaram. Foi como ela falou: "deveria ter mentido do que ter falado a verdade?! Jamais imaginaria que ele fosse ter esta reação"... isto porque não era nada grave.

Isto prova mais uma vez que não temos controle de nada....

Nós não sabemos qual vai ser a nossa reação num assalto, por exemplo. Pessoas se aproximam da gente, achamos que ela vai ficar em nossas vidas.... mas, do nada ela desaparece. Já outras pessoas temos a certeza de que vai ser momentâneo e ela acaba ficando para sempre.

Sentimentos que muitas vezes achamos que estão acabados, de repente, voltam com tudo, nos deixando confusos e percebemos que eles só estavam "dormindo", mas que sempre estiveram presentes dentro de nós.

Podemos sair de casa hoje... e infelizmente, não voltarmos mais.....

O único que tem controle sobre TUDO e TODOS é DEUS!!!!

Hoje no carro estava explicando para minha filha a importância das palavras, como uma simples palavra pode ferir uma pessoa de forma que nós não imaginamos..... mas, o pior de tudo, é que depois que falamos, não tem mais volta. Não dá para pegar as palavras no ar e engolir....

Então, antes de falar para alguém uma frase que você sabe que pode machucar, pense duas vezes. Quando sair de casa para trabalhar, dê um beijo na pessoa amada. Deixe ela saber que você a ama.... não importa se é seu marido, sua esposa, seus filhos ou até seus pais....

Podemos não ter o controle sobre nós mesmos em determinadas situações, mas podemos sim, fazer uma força para nos controlar e pensar antes de agir e falar.

Bom final de semana!

Beijos

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Pai... uma presença MEGA importante na vida dos filhos!

Como escrevi anteriormente, a Gabi é fruto de uma produção independente não planejada, mas hoje não consigo me imaginar sem ela!!!

Deus é tão perfeito que nos dá força nos momentos em que mais precisamos... principalmente, nós mulheres. Conseguimos enfrentar as barreiras que forem necessárias e defendemos nossos filhos com unhas e dentes.

E foi Ele quem me deu forças para aguentar alguns momentos bem difíceis e complicados.... e é impressionante como ainda vivemos numa sociedade machista e hipócrita.

Quando descobri que estava grávida, meus pais, principalmente meu pai, tiveram muita dificuldade em aceitar este fato. Meu pai, criado em família tradicional e sempre preocupado com a opinião dos outros, fechou a cara, não nos falávamos direito e chegou a falar para mim: " vai ser muito difícil você conseguir um emprego, um namorado, ter uma vida normal". Como se, ter um filho, naquele momento, fosse uma doença mortal.

Eu sempre me importei muito com a opinião dele.... então, como enfrentar tudo isto sem o apoio dele?

Minha mãe ficou dividida, ela com o passar do tempo começou a ficar mais empolgada, sempre me ajudou muito com tudo.... me acompanhava em todas as consultas médicas, me ajudou com o enxoval, em fim, fez tudo o que podia. Mas ao mesmo tempo a impressão que eu tinha era que ela não queria mostrar muita felicidade para não chatear ainda mais meu pai.

O pai da minha filha naquele momento também não quis se envolver e apesar de ficarmos um tempo sem nos falar, eu sempre deixei as portas abertas para ele... nesta hora não importava mais a Adriana mulher e muito menos os meus sentimentos... sempre coloquei os direitos e sentimentos da minha filha em primeiro lugar.

Os únicos que realmente estavam curtindo eram meu irmão e minha cunhada. Minha cunhada morava aqui em casa e todos os dias ela conversava comigo, me dava força, perguntava como eu estava....

Graças a Deus a minha gravidez foi tranquila, não passei mal, não tive complicação nenhuma, só uma bendita azia que não passava nunca....




A Gabi nasceu e foi impressionante a transformação do meu pai. No momento em que ele a viu pela primeira vez, a pegou no colo.... não importava mais se eu era solteira, o que os amigos iam falar... nada.... até hoje o amor que ele tem por ela é uma coisa muito forte.

Quando ela completou 8 meses resolvi voltar a trabalhar e novamente sofri MUITO preconceito!!!! Lembro até hoje numa entrevista quando falei que não era casada e tinha uma filha.... a mulher do RH me olhou com uma cara de desprezo que, Juro por Deus, só faltou ela falar: " desculpa, na minha empresa eu não contrato mãe solteira". Saí de lá e de várias outras entrevistas me sentindo um lixo, como se eu tivesse cometido um assassinato.


Então para cada nova entrevista comecei a inventar histórias, entre elas:
- que estava morando com meu namorado e íamos nos casar no final do ano;
- morei com ele, mas não deu certo e estava separada;
- cada um ficava na sua casa, mas nos víamos todos os dias;

E nada dava certo... até que resolvi falar a verdade, fui a mais honesta possível e... me contrataram.....
saí desta empresa depois de um ano...rs.




Fiquei quase um ano em casa ( por opção ) para poder cuidar da Gabi, principalmente porque ela começou a chamar a babá de "mamãe" e isto estava me incomodando. Não por ciúmes, tá bom vai... um pouco por ciúmes...., mas também eu percebi que estava trabalhando demais e não passava nenhum  tempo com ela. Ela saia comigo às 7 da manhã e quando voltávamos ela estava tão cansada ia dormir.

Com o passar dos anos foi ficando mais fácil lidar com toda esta situação e falar que era mãe solteira. 

Acho que quando nós aceitamos a nossa situação, conseguimos encarar de uma maneira mais forte, mais decidida, e automaticamente os outros também acabam aceitando.





Quando a Gabi estava com 4, 5 anos ela começou a perguntar muito pelo pai. Quem era, porque ele não morava com a gente, como ele era... Depois começaram os trabalhos na escola sobre árvore genealógica, profissão dos pais, nomes dos avós... e a curiosidade dela só aumentava. Eu SEMPRE falei e falo a verdade para ela sobre este assunto. Então eu explicava que eu e o papai dela nos gostávamos, éramos amigos, mas não nos gostávamos mais como namorados e por isto não morávamos juntos.

Com 5 anos ela viu o pai pela primeira vez. Lembro que ela ficou chocada, foi uma surpresa tão grande, uma vez que ela não esperava por aquele encontro... mas a impressão que me deu foi como se alguma coisa dentro dela se acalmasse e ela parou de perguntar dele por um período.

Depois deste encontro, eles já se viram mais algumas vezes e aos poucos estão ficando mais próximos.

Segunda-feira passada a Gabi me surpreendeu... ela começou a chorar, de soluçar, dizendo que estava com saudades do pai, que queria vê-lo, ligou para ele e eles se viram no dia seguinte.

Agora estão combinando de se encontrarem todas as quartas para jantar e poderem conversar, brincar e irem pegando intimidade um com o outro.

Se alguém me falasse algum tempo atrás que isto iria acontecer, provavelmente eu começaria a rir e falaria: " duvido! ". Mas a vida dá voltas e o mais importante é aprendermos com os nossos erros.





Eu pergunto para a Gabi se ela fica triste com toda esta situação e ela fala que sim, porque gostaria de ter um papai em casa para poder chamá-lo de "papai". Isto parte o meu coração, mas só dos dois estarem mais próximos já fico muito feliz. E ela também!

Então, se por acaso alguém que estiver lendo este depoimento, e for mãe solteira ou conhecer alguma, diga que no final tudo dá certo. E se não deu certo ainda, é porque não chegou no final!